Institucional

Dicionário de Siglas

Feeds -Saúde Web

A Guerra contra o SPAM
Todos nós que usamos a Internet habitualmente, somos ou seremos vítimas de uma febre que assola o mundo informatizado: o spam. Quantas vezes você já recebeu mensagens publicitárias ou ainda correntes de solidariedade em busca de crianças supostamente desaparecidas, cães e gatos a procura de donos e etc. ?

Este tipo de mensagem que nada traz de útil, apenas entulha nossas caixas de entrada e congestiona o tráfego dos provedores de acesso, são considerados spam, mesmo que tragam um aviso ao final informando que “.. de acordo com o artigo tal da lei tal”, ou “segundo a resolução xyz no Congresso de 1900 e bolinha esta mensagem não pode ser considerado spam ...”, ele é !

Embora alguns especialistas determinam que spam são apenas aquelas mensagens enviadas sem o pedido e consentimento do destinatário e com finalidade comercial, vamos considerar aqui, toda e qualquer mensagem que se receba de pessoa física ou jurídica e que não tenha sido solicitada.

Para tratar mais especificamente deste assunto, convidamos Marcelo de Castro Bastos, que detalhou os recursos de algumas ferramentas criadas especialmente para impedir que este tipo de mensagem inconveniente atrapalhe nosso dia-a-dia

A técnica mais simples se baseia em filtrar spammers (as empresas ou pessoas que criam e enviam as mensagens) conhecidos, ou certas palavras-chave nas mensagens. É a técnica da "lista negra." Isso pode ser feito até através dos filtros embutidos no programa de e-mail, mas no final das contas, só bloqueia uma pequena porcentagem de spammers -- em geral aqueles que são “quase honestos” na sua propaganda (usam e-mail válido, não tentam disfarçar quem são, etc.). Além disso, envolve um esforço administrativo razoável pelo usuário.

Uma versão ligeiramente mais sofisticada disso envolve um filtro externo que é freqüentemente atualizado a partir de um servidor, mais ou menos como um antivírus. Essa abordagem também é ineficaz contra técnicas mais avançadas de spam (e-mails falsos e mudados freqüentemente), e como depende da opinião de outra pessoa (a empresa que fornece o serviço) sobre o que é spam, você pode ter a desagradável surpresa de o sistema passar a bloquear listas de discussão que você deseja receber, além de outros "falsos positivos" sobre os quais não tem controle. Alguns desses sistemas chegam a bloquear domínios inteiros de forma indiscriminada e, dado o tamanho da Internet, é praticamente garantido que poucas das "denúncias" de spam serão investigadas cuidadosamente. A maioria acaba indo parar na lista negra sem ninguém checar.

Uma tática mais radical é a da "lista branca": o sistema bloqueia quaisquer mensagens cujo remetente NÃO esteja cadastrado numa lista de remetentes autorizados. Esses sistemas em geral têm algum tipo de mecanismo para realizar o cadastramento de um remetente desconhecido por exemplo, enviando uma mensagem automática explicando a situação e dando instruções para solicitar a liberação do cadastro. Funciona, mas também tem seus problemas:
  • 1. É um tanto quanto antipática
  • 2. Introduz uma etapa burocrática no processo de enviar e-mails.
  • 3. O usuário precisa ficar atento e checar freqüentemente a lista de mensagens bloqueadas, para ver se nenhuma das listas de mensagens que ele recebe passou inesperadamente a ser bloqueada (por exemplo, porque o remetente mudou).
Uma abordagem nova, detalhada neste artigo de Paul Graham (http://www.paulgraham.com/spam.html) é a "filtragem bayesiana." É um processo estatístico que procura determinar o que é spam baseando-se numa análise matemática de freqüência de palavras. O sistema não é rígido, mas vai "aprendendo" com o tempo: basta que você marque as propagandas que recebe como sendo spam (e desmarque os "falsos positivos") que ele vai progressivamente corrigindo as suas tabelas internas. A taxa de acerto é espantosamente alta.

Já estão surgindo alguns produtos baseados na filtragem bayesiana:- a versão 1.3 do Mozilla (atualmente em estágio alfa-teste) já incorpora uma parte preliminar do processo. Por enquanto ele só marca as mensagens como spam, mas não permite ainda tomar outro tipo de atitude, tal como apagar as mensagens ou desviá-las para uma pasta especial (a função parece estar pronta, mas ainda bloqueada até terem certeza de que está "redonda").

Usuários do Outlook (só a versão "full", não funciona com o Outlook Express) podem usar um plug-in (um pequeno programa que funciona conjuntamente com o principal) gratuito chamado Spammunition (http://www.upserve.com/spammunition/), que ainda está em fase beta-teste, mas parece que já funciona razoavelmente bem.

Mais recentemente surgiu outro plugin para o Outlook Express e do Office chamado SpamFighter que reduz drasticamente os incômodos gerados pelo SPAM. Vale a pena confeir no site http://www.spamfighter.com . A versão “standard” é gratuita para uso por pessoas físicas e a “PRO” é paga e possui mais recursos.

Mais informações: http://www.paulgraham.com/spam.html; http://www.informationweek.com/story/IWK20021115S0018; http://popfile.sourceforge.net
 

Feeds - Portal VoIT

Últimas Notícias