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Windows X Linux
Windows X Linux - Há mesmo uma competição ?

O surgimento do sistema operacional Linux, criado pelo finlandês Linus Torvalds, trouxe uma certa inquietude no meio tecnológico, até então dominado pela Microsoft depois que derrotou, sem muita dificuldade, diga-se de passagem, a Novell que dominava boa parte dos sistemas operacionais para redes.

A verdade é que o apelo visual do Windows é forte demais, some-se a isso as possibilidades de execução multitarefa e a intuitividade que a interface gráfica proporciona. Não havia mesmo como a Novell manter-se no topo por muito tempo.

Mas acreditem... ainda há servidores Novell rodando por aí.

E há, cada vez mais, servidores Linux penetrando nas organizações de todos os portes.

Mas a questão é: há mesmo uma guerra entre Linux e Windows ?

Não que haja a necessidade de uma declaração formal de guerra, mas veja só como anda o mercado: a Microsoft foi dominando o cenário de Servidores de dados, arquivos, impressão, e outros serviços que era ocupado pela Novell, baseado na competência, versatilidade e estética de seus produtos, isto aconteceu há mais de 10 anos.

Na ânsia de conquistar tudo o que havia no mercado, a empresa de Bill Gates foi criando produtos ou comprando empresas que tinham produtos prontos e rebatizando-os e entraram assim no mercado de bancos de dados, games, documentação de sistemas, design e finalmente em projetos para web.

Mas com o uso cada vez mais intenso da Internet no mundo todo, a questão da segurança das informações passou a ser relevante e eles tinham esquecido de cuidar deste lado, aliás, não apenas a Microsoft, mas várias empresas, tanto que não havia quem comprar para resolver este problema de segurança dos softwares e foi preciso desenvolver uma metodologia de criação de software seguro.

Depois das inúmeras invasões de servidores Windows 2000 e principalmente do Exchange (software de armazenagem e gerenciamento de correio eletrônico), 2003 foi intitulado o ano da segurança na Microsoft.

O Windows 2003 Server e o novíssimo Office System 2003, sucessor do Office XP, trazem consigo uma característica chamada de SD3+C que garante que o software é Seguro por Design, Seguro por Default, Seguro na Distribuição e há Comunicação de eventuais falhas nos dois sentidos: do produtor para o usuário e vice-versa.

Nas próximas semanas estaremos detalhando as novidades do novo Office System 2003.

Mas digam-me... porque os servidores Linux não sofreram o mesmo tanto de invasões que os servidores Windows ?

A resposta parece um tanto óbvia: porque não existem tantos conhecedores de Linux quanto existem de Windows, ou seja: se você constrói uma prisão no meio da cidade, há uma possibilidade muito maior de invasão por qualquer dos lados do que se ela for construída numa ilha ou num local afastado, na cidade muitos conhecem os caminhos e atalhos.

Mas há também outro fator bastante relevante: o Linux é uma “construção coletiva”, há colaboradores em todo o mundo fazendo manutenções ou criando novas características, por isso há um certo pudor, uma certa ética informal que desestimula as invasões.

Por conta disto tudo, o mercado de servidores sofreu poucas alterações, recentemente o IDC (International Data Corporation) publicou pesquisa comparativa na qual é possível verificar que o Linux ficou com cerca de 23% deste segmento em 2002, apenas 0,7% acima de 2001, enquanto os servidores Windows perfazem cerca de 55%, apontando um crescimento de 4,5% em relação ao ano anterior.

No mercado de desktops (estações de trabalho e equipamentos domésticos) o Windows dá uma verdadeira lavada: nada menos que 93,8% deste tipo de equipamento usa Windows e os outros 6% ficam divididos entre Linux, MacOS e outros.

E se você acha que o Linux não cresce no segmento de desktops porque é um sistema operacional para usuários experts, está muito enganado, a instalação de um Conectiva Linux (que você pode comprar na banca de jornal por cerca de R$ 15,00) é mais fácil do que se pode imaginar e a interface gráfica é muito completa e rica em recursos.

Mas não há como rodar o Office ou o Outlook num Linux, o usuário será levado a aprender a utilizar outros softwares (tão bons ou melhores), no entanto parece que as empresas não estão dispostas a fazer este investimento em treinamento neste momento.

De qualquer forma, a Microsoft tem que ficar de olho bem aberto, a vaca leiteira da empresa, que é o pacote Office, está mais sofisticado a cada nova versão e cada dia mais longe do usuário comum, o que inibe cada vez mais a compra da atualização.

Para o usuário comum, que usa 20% ou 30% dos recursos do pacote como um todo é praticamente inviável investir a quantia que se pede pela nova versão do Office, a preferência vai ser ficar com a versão atual, que já está paga e atendendo às necessidades.

Então não há guerra nenhuma, o Linux vem apenas comendo pela beirada uma fatia de mercado onde há espaço para dois ou mais e a Microsoft vai, mas que tentando se defender, usando a competência de seu pessoal para manter-se no topo.
 

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